quinta-feira, agosto 18, 2005

Conversa da Treta



«O ministro da Administração Interna defendeu hoje a revisão do diploma que regula a declaração de calamidade pública, sustentando que os instrumentos de que o Estado dispõe para apoio às populações afectadas pelos incêndios são mais eficazes.


"Neste momento, os instrumentos de que o Estado dispõe são mais eficazes que a calamidade pública", afirmou António Costa, recordando que, mesmo sem a declaração do estado de calamidade pública, "podem ser accionados mecanismos excepcionais" [então por que motivo não são??] para apoiar as populações e as empresas afectadas pelos incêndios.

[...]

"Com o diploma de 1998 não poderíamos apoiar pessoas ou empresas cujos danos fossem susceptíveis de serem protegidos por um contrato de seguro", exemplificou António Costa.

"Muitas populações serranas vivem situações de carência a quem a exigência de um contrato de seguro seria de uma violência absolutamente desumana", acrescentou.

Insistindo que "a declaração de calamidade pública não tem a ver com uma avaliação de maior ou menor gravidade dos danos, mas da eficácia das medidas", o ministro da Administração Interna garantiu ainda que, no caso dos danos provocados pelos incêndios, os mecanismos de apoio que o Estado pode desencadear "são mais eficazes sem a declaração de calamidade pública".

"O diploma (que regula a declaração de calamidade pública) deve ser revisto de futuro, de forma a ter alguma utilidade", insistiu.

A oposição reclamou nas últimas semanas que o Governo declarasse o estado de calamidade pública, face à gravidade dos incêndios que têm atingido o país nas últimas semanas.

Os incêndios já consumiram este ano 134,5 mil hectares, mais do que em todo o ano passado, quando foram destruídos pelas chamas 129.539 hectares, segundo uma estimativa da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF).» (Artigo retirado da página da Sic Online)

Tendo em conta isto só falta mesmo acrescentar que o nosso caro Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, considera que não arderam assim tantos hectares quanto isso. Será que ainda há muito para arder? E outra questão : são pessoas como estas que continuam à frente do nosso país?

2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Oportuno, breve qb, elucidativo, com números e tudo, crítico, a fazer esquecer o empoado, arrogante, ignorante chefe(?) Prometeu.

10:27 da tarde  
Blogger Prometeu disse...

Atena, simpatizo contigo. Suponho que deva ser desmoralizante para ti que usem os teus perfeitamente bons posts para me atacar. Mas pronto, não se pode esperar muito... há que ter paciência, não é?

Seja como for, quase chega a ser divertido.

Prometeu

1:25 da manhã  

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