terça-feira, dezembro 07, 2004

O conformismo

Jorge Mourinha escreveu na edição do Blitz de 30 de Novembro que...

«[...] Em Portugal, assim que se ousa dizer alguma coisa que não corresponde à opinião convencionada, ao gosto da maioria, não deve ser levado a sério, deve ser afastado: é um infeliz frustrado, um perigoso subversivo, um louco a ser ignorado, um incompetente que não sabe o que faz. Afinal, o programa mais visto entre nós é a Quinta das Celebridades, não é?
As pessoas preferem que se lhes passe a mão pelo pêlo a ouvir coisas que não gostam. As famílias vivem acima do seu poder de compra, os eleitores preferem acreditar nas promessas governamentaiss que já se sabe que não são para cumprir [...]
Este país continua a deixar andar, na convicção de que não há de ser nada.
Até ao momento em que fôr tarde demais e já não houver solução para nada.»
Infelizmente, sou forçada a admitir que é este o panorama português (mundial?) actual.
Parece que o conformismo tomou conta de uma grande parte de nós.
Mas há sempre quem tente resistir.
Quem teime em sentir-se vivo e activo num mundo que, apesar de tudo, é o seu.
Sei que ainda são alguns os resistentes.
Mas onde estão eles? Onde?
porquê permanecer no silêncio?
por que não aceitar o desafio de se ser diferente, de se pensar diferente, de se dizer diferente?
é a diferença que faz a mudança. e toda a mudança faz a diferença.
num mundo demasiadamente igual, é a diferença a única que pode combater o conformismo.

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